Neste artigo, vou analisar os oito jogos do grupo mundial muito brevemente, bem como a eliminatória da seleção nacional na Eslovénia.
Eslovénia 3:2 Portugal
A eliminatória começou muito bem para as cores nacionais com a vitória (já esperada) do João sobre o menos cotado Janez Semjarc (fora do top 300 mundial). Se no segundo jogo sabíamos que seria complicado o Gastão jogar de igual para igual com o fortíssimo Blaz Kavcic (atualmente fora do top 100, mas com ténis de top 75), penso que nos pares a dupla Sousa / Elias poderia ter dado mais alguma réplica aos experientes Kavcic / Zemlja (alerto para o facto de Nuno Marques ter avisado que Zemlja ainda ia jogar e não se enganou!). No quarto jogo, Kavcic voltou a jogar a um nível muito alto e venceu o João em três sets, tendo confirmado o seu "hattrick" nesta eliminatória, sem perder qualquer set! No último jogo, Frederico Silva (ver na imagem o seu novo corte de cabelo) estreou-se na Taça Davis com uma vitória depois de ver o esloveno Mike Urbanija desistir ainda no primeiro set. É verdade que podíamos esperar um pouco mais de Portugal (Nuno Marques mostrou-se desiludido, mas orgulhoso dos seus jogadores!), em especial no par e no segundo singular do João; porém, a experiência de Kavcic a jogar em casa e a presença do Grega Zemlja (jogador experiente, habituado ao nível ATP e a estar presente no top 100) no par deram confiança à seleção da casa que acabou por vencer facilmente.
Rép. Checa 3:2 Holanda
Foi um jogo que se podia ter complicado depois da vitória do holandês Robin Haase sobre o Stepanek logo no primeiro dia. Este problema foi prontamente resolvido por um Berdych muito inspirado que não deu hipóteses a nenhum dos holandeses (Sijsling e De Bakker, que substituiu Haase no terceiro dia) e teve um papel muito importante no par que venceu em quatro difíceis sets a dupla formada pelo experiente Rojer e Haase. A eliminatória foi decidida no quarto jogo (Berdych d. De Bakker) e o último jogo permitiu à Holanda reduzir a desvantagem (Sijsling d. Rosol).
Japão 4:1 Canadá
Se no primeiro jogo foi Berdych a resolver a eliminatória, neste caso podemos dizer que o Japão sobreviveu graças a um "hattrick" do Kei Nishikori (venceu os dois singulares - contra Polansky e Dancevic - e o par, juntamente com o jovem compatriota Uchiyama). Esta eliminatória foi também decidida no quarto jogo. O último jogo (Go Soeda d. Polansky) serviu apenas para cumprir calendário.
Alemanha 4:1 Espanha
Com uma Espanha muitíssimo desfalcada, a Alemanha resolveu a eliminatória no par com a experiente dupla Tommy Haas / Kohlschreiber, mas a verdade é que o resultado de 3:0 no final do segundo dia é enganador (dos 9 sets ganhos pela Alemanha, 5 foram vencidos no tie-break!!!). O último dia contou com vitórias de Feliciano Lopez (desistência de Kohlschreiber) e de Daniel Brands (d. Roberto Bautista Agut).
França 5:0 Austrália
A França voltou a apresentar três dos quatro mosqueteiros do ténis francês atual (faltou Simon) e não teve problemas para vencer uma Austrália muito jovem e desfalcada da sua estrela Bernard Tomic. No final do segundo dia, os australianos apenas tinham vencido um set. Apesar da derrota, tanto Kyrgios como Kokkinakis (principalmente o primeiro) apresentaram um nível elevadíssimo para quem nasceu em 1995 e 1996, respetivamente.
Estados Unidos 1:3 Grã-Bretanha
As vitórias de Andy Murray nos dois singulares já eram de algum modo esperadas (d. D. Young e S. Querrey), mas temos de destacar a incrível vitória do menos conceituado James Ward sobre o gigante Sam Querrey em 5 duros sets (relembrem-se que foi este mesmo britânico que permitiu a presença da Grã-Bretanha no grupo mundial depois de já ter surpreendidos os russos no playoff, ou seja, temos aqui um caso de um jogador que se "agiganta" a jogar pelo seu país). No par, uma boa vitória dos irmãos Bryan sobre a também experiente dupla Colin Fleming / Dominic Inglot, mas que, de facto, nada serviu...
Argentina 1:3 Itália
Mais um caso de um jogador que levou literalmente a sua seleção às costas! Fabio Fognini venceu os dois singulares (d. Monaco e Berlocq), bem como o par ao lado do seu companheiro Simone Bolelli. A única vitória dos argentinos surgiu no primeiro dia com o lutador Carlos Berlocq a levar a melhor sobre Andreas Seppi. O último jogo não se disputou, depois de terem acontecido cenas lamentáveis no público argentino que se virou contra o sempre conflituoso Fognini. Foi mesmo preciso a intervenção dos seguranças e de alguns elementos da seleção argentina, que se apressaram a defender o jogador adversário de alguns objetos que eram enviados da bancada.
Cazaquistão 3:2 Bélgica
Este foi o encontro mais equilibrado e o único a ser decidido no quinto jogo. Destaque para as duas maratonas do jovem belga David Goffin (primeiro perdeu por 10-12 no quinto set com Andrey Golubev e ganhou no terceiro dia ao Mikhail Kukushkin com um "pneu" no quinto parcial) e para as duas vitórias do Golubev que se tornaram decisivas (d. Goffin e Bemelmans, este último no jogo encontro decisivo). A outra vitória da Bélgica foi no par, ao passo que no primeiro singular Kukushkin não teve dificuldades para vencer o belga Bemelmans.
Sérvia 2:3 Suíça
O resultado não espelha o que foi a eliminatória, pois, de facto, os suíços não tiveram qualquer dificuldade para vencer a Sérvia (muito desfalcada, sem Djokovic, Troicki nem Tipsarevic!) no centro desportivo de Novi Sad. Os singulares foram ganhos pelos campeoníssimos Roger Federer (d. Bozoljac) e Wawrinka (d. Lajovic), ao passo que o par Chiudinelli / Lammer foi implacável e venceu a dupla Krajinovic / Zimonjic em quatro sets. No último dia, duas vitórias para a Sérvia por Lajovic e Krajinovic.

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